quarta-feira, 4 de maio de 2022

Aula 1 - Grupo 3: PUBLICIDADE E PROPAGANDA NO PERÍODO DE GUERRA.

 PUBLICIDADE E PROPAGANDA NO PERÍODO DE GUERRA.

 

MERCADO DE GUERRA E CAMPANHAS DE RECRUTAMENTO. 1º GUERRA MUNDIAL.

Entre 1914 e 1918, o Brasil se aliou à Tríplice entente formada principalmente por França, Império Britânico, Rússia, Itália e Estados Unidos na conhecida como Primeira Guerra Mundial. Como forma de apoio nosso país enviou tropas de navios e médicos para a Europa, além de também fornecer alimentos.

A imagem selecionada pertence à Divisão de Iconografia. É um cartaz em cromolitografia, publicado na Imprensa Nacional sem indicação de data, mas o contexto da imagem aponta para o momento da entrada do Brasil na guerra.

Figura 1 “É necessário que se dissipem todas as divergências internas e que a nação apareça una e indivisível em face do agressor”

No cartaz, a elite e o povo dão as mãos sob a benção e proteção da imagem da República encarnada em uma mulher branca de barrete frígio (barrete da liberdade, usado pelos republicanos franceses que lutaram pela tomada da Bastilha em 1789).


MERCADO DE GUERRA E CAMPANHAS DE RECRUTAMENTO. REVOLUÇÃO DE 32.

Criados com expertise pelo concelho de propaganda do M.M.D.C. estes instrumentos chamam diretamente para os valores do paulista. Sem dúvida qualquer o anúncio mais popular da série é o do militar constitucionalista apontando "VOCÊ tem um dever a cumprir". Abaixo buscamos esta e mais algumas outras publicidades que fazem parte do contexto iconográfico de São Paulo e da história da propaganda no Brasil. 

Figura 2 “Você tem um dever a cumprir”, dizia o cartaz do MMDC

No segundo cartaz é curioso notar que todo soldado tem o mesmo rosto: Abre-se mão da individualidade pela causa coletiva.

Figura 4 "Para combater o batalhão aliste-se" diz cartaz do M.M.D.C.


Figura 3 "Paulista ás armas!" diz cartaz

O cartaz abaixo era oferecido às famílias dos voluntários, que o ostentavam com muito orgulho nas paredes de seus lares. Cada cartaz era nominal e assinado no posto de alistamento.

Figura 5 "Desta casa partiu o soldado da lei" diz o cartaz

MERCADO DE GUERRA E CAMPANHAS DE RECRUTAMENTO. 2º GUERRA MUNDIAL.

No Brasil a política de Vargas custou a considerar uma posição mediante a guerra: ao mesmo momento em que estava iminente dos Estados Unidos da América com sua administração de boa vizinhança, Vargas tinha uma certa ideia nos comandos autoritários e nacionalistas europeus. Apenas em 1944, no desfecho da Guerra, é que Vargas se situou em relação ao combate, colocando-se ao lado dos Aliados, equipe preparado pelos Estados Unidos, Reino Unido, União Soviética e China.

Os acontecimentos forjaram Vargas qualificar guerra à Alemanha e mandar soldados para batalharem ao lado dos Aliados. Em 1943 foi criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), e mais de 20 mil tropas foram enviados ao front de guerra, mais especialmente no norte da Itália.

Figura 6 Propaganda Brasileira anunciando declaração Guerra as potências do Eixo. 10 de Novembro de 1943.

O panorama da propaganda brasileira, no tempo da guerra, era preparado por agências norte-americanas famosas e importantes, que vinham para o país e se constituíam em agências pequenas porque o comércio nacional não continha um aparato muito grande. Sua presença aqui era requisitada, inclusive, pelos próprios clientes exteriores assentados no Brasil, que tinham necessidade de uma promoção profissional.

Figura 7 Cartaz da FEB em campanha na Itália, 2ªGuerra Mundial

Termos fortes que, hoje, seriam duvidosos, eram utilizados com naturalidade principalmente nos anúncios de aeronaves bombardeiros; eram mencionados com naturalidade os termos “total destruição dos inimigos” e “uma excelente arma mortífera”, dizendo respeito a destruir plenamente os países do Eixo.
 
Referencias: https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2014/10/fbn-i-historia-primeira-guerra-mundial-0
https://www.infoescola.com/historia/guerras-que-o-brasil-ja-participou/#:~:text=Essas%20guerras%20ocorreram%20entre%20os,Mundial%20(1939%20%E2%80%93%201945).
https://es.wikipedia.org/wiki/Brasil_en_la_Segunda_Guerra_Mundial
https://history.uol.com.br/historia-geral/propaganda-de-guerra-cartazes-da-revolucao-de-32
https://pt.slideshare.net/ritadecassialima923/crise-das-oligarquias-imagens
https://jornalbiz.com/episodio17-guerra1932/
https://www.reddit.com/r/brasil/comments/8lut3i/a_guerra_chega_ao_brasil_cartaz_produzido_pelo/

INTEGRANTES: 
Rhyan Pablo Ferreira Gomes.
Sebastião Augusto.
Rodrigo Marquet Nunes Nogueira.
Isabela Ataides.

Atividade aula 1 / Grupo 4: Gabriel Filipe, Milena Maria, Amanda Santos e Geovanna Martins

Introdução - Uso de Figuras Políticas em Comerciais


Desde os primórdios da imprensa e outros veículos de comunicação de massa, a Publicidade e a Propaganda cumpre o seu papel central de divulgar uma ideia ou um produto baseado em um contexto. À prova disso, estão os periódicos, pasquins, placas de rua e cartazes veiculados no período de (1808 - 1919) que tinham o objetivo de enaltecer figuras políticas por meio desses materiais.


Para entender tal estratégia utilizada nesse período, é de fundamental importância que se entenda a origem desse enaltecimento, com base no contexto do período, e os impactos dessas figuras aliadas a produtos comerciais. À priori, será apresentado uma introdução sobre o período, levando em conta a dinâmica do mercado e traçando uma linha histórica que justifica o método manipulado pelos primeiros anunciantes e profissionais de propaganda, além de exemplificações de usos de propagandas.



Chegada da Família Real e a Abertura dos Portos (1808)


A vinda da Família Real para o Brasil em 1808 foi a principal responsável por acelerar o nascimento da publicidade dentro do país. Dentre os seus desdobramentos que impactaram diretamente esse processo, destaca-se a Abertura dos Portos.


Biblioteca Nacional - Carta de Abertura dos Portos, 1808


Para o Brasil, a abertura dos portos promoveu uma diversificação da economia por meio da circulação de produtos oriundos de outros países, aumentando significativamente o consumo desses produtos entre a população colonial.


As mercadorias inglesas foram as mais beneficiadas com essa abertura, pois, além de adentrarem em um novo mercado consumidor e em ascensão, pagavam menos impostos. Até mesmo produtos portugueses pagavam mais impostos do que os ingleses.


Exemplo de sátira política produzida no período:


Legenda: A entrada maciça de produtos ingleses

no Brasil após a assinatura do Tratado de 1810.


(1901 - 1918)


Rompendo limites e bloqueios, a Chegada da Corte pode ser considerada a precursora para tal construção de estereótipos e referenciação em torno de figuras públicas. Sendo intensificada no início do século XX, época marcada pela efervescência da guerra, recuperação econômica brasileira e politização. Dentro desse cenário surgiram as primeiras propagandas com alusão à políticos.


O começo do século XX também foi marcado com o desenvolvimento do parque gráfico, consequentemente, os anúncios ganharam mais cores. Em 1901, o cartão postal chega ao Brasil, porém somente a classe média tinha poder aquisitivo de adquiri-lo. Todavia, comerciantes passaram a utilizar esses cartões para divulgar seus produtos.
Nessa década surge a Revista da Semana cujo anúncios têm uma linguagem mais sutil. Além disso, surgem revistas menores, como a Vida Paulista e Arara, a qual se mantinham com anunciantes locais. Ademais, a propaganda foi marcada pela utilização de políticos como garotos-propaganda, a fim de conferir autoridade para os comerciais de produtos.


Nesse período, os anúncios publicitários eram produzidos por artistas e poetas famosos, como Olavo Bilac, Vasco Lima, entre outros.


Pode-se citar como exemplos:


Propaganda Manah


Legenda: – Seu Barão, o que devo fazer para ficar forte e bonito como o senhor? A resposta: Deves-te alimentar com o milagroso Manah, que, além de ser atualmente a salvação das crianças, ainda oferece um prêmio de 500$000 (100 ANOS DE PROPAGANDA, 19(80), p.15).


Objetivos da Peça Publicitária

A propaganda possui o objetivo central de vincular a figura de Barão do Rio Branco (diplomata e cônsul brasileiro), através de sua força e diplomacia, à marca "Manah" - Alimentos Fortificantes.


Propaganda Bromil 


Legenda: Para anunciar as qualidades do xarope Bromil, por exemplo, Felipe contratou o grande poeta Olavo Bilac, que em um anúncio vinculado primeiramente no Jornal do Brasil em 1912, testemunhou as qualidades terapêuticas do xarope.


Propaganda Elixir de Nogueira


Legenda: ELIXIR DE NOGUEIRA - Anúncio de 1919 ("O Malho"). Anúncios antigos do "milagroso" Elixir de Nogueira, "O Grande Depurativo do Sangue", anunciado inclusive como o único para a cura da sífilis.


Conclusão

Porquanto, pode-se afirmar que a construção histórica e a motivação para a utilização de figuras políticas e públicas na propaganda permeou séculos. Sendo um mecanismo de persuasão que utiliza da “voz de autoridade” para convencer os seus interlocutores a adquirirem tais produtos, como também de promoção da imagem dessas importantes figuras em um contexto de ápice da politização.


Integrantes

Gabriel Filipe 
Amanda Santos
Milena Maria
Geovanna Martins

Referências:

https://www.propagandashistoricas.com.br/ ; https://brasilescola.uol.com.br/historiab/abertura-dos-portos.htm

 Atividade aula 1/Grupo 1: Propaganda no Brasil: o impacto da vinda da Família Real Portuguesa

A chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, em março de 1808, é um marco sob vários aspectos. Foi a senha para a abertura dos portos brasileiros ao comércio exterior, para a implantação do primeiro banco da colônia e para a instalação das primeiras instituições de ensino de nível superior. Com dom João, o Brasil nascia como país. E como mercado. Em meio à onda de novidades que desembarcaram com os nobres lusitanos, do florescimento do comércio à intensificação da vida em sociedade, eis que surge a publicidade. 

Então, a vinda da família real para o Brasil está relacionada com a deterioração das relações diplomáticas existentes entre a França e Portugal na virada do século XVIII para o século XIX. Essa situação tem relação com os acontecimentos que foram ocasionados pela eclosão da Revolução Francesa, a partir de 1789.


Os anúncios de produtos e serviços passaram a existir formalmente no Brasil com o primeiro jornal escrito e impresso no país, a Gazeta do Rio de Janeiro, editado pela Imprensa Régia a partir de setembro de 1808. A data exata do nascimento é motivo de divergência entre estudiosos do assunto. Um grupo defende o dia 10 de setembro, quando circulou a primeira edição do jornal, com um anúncio de dois livros publicados pela própria Imprensa Régia. Como se tratava de uma comunicação feita pelos editores do jornal, a maioria dos estudiosos despreza esse anúncio e aponta outro como precursor publicado uma semana depois.

À parte a polêmica, o fato é que, com a Gazeta, o país passou a ter seu primeiro veículo para a divulgação de mensagens publicitárias — o Correio Braziliense, publicado em Londres desde março de 1808 e tido oficialmente como o primeiro jornal brasileiro, não publicava anúncios. Até a Gazeta, a única forma de publicidade que existia no Brasil eram cartazes rudimentares escritos a mão e os pregões dos comerciantes nas ruas, diz José Roberto Whitaker Penteado, um dos autores do livro Propaganda no Brasil — Evolução Histórica, editado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

COM SEU MODESTO ANUNCIO no estilo dos classificados, o país entrava timidamente em um universo que já fervilhava em outros países.

No Brasil, a publicidade como a conhecemos só começou mesmo após a segunda metade do século 19, quando o Brasil já era independente de Portugal. Os primeiros anúncios em jornais brasileiros surgiram nessa época. A primeira agência de publicidade brasileira, a Eclética, só foi fundada em 1913.

Nessa época, as grandes cidades da Europa e da América do Norte experimentavam aquilo que Burke define como nascimento da sociedade de consumo.
Segundo o professor de história do Brasil na Universidade de Paris-Sorbonne, Luiz Felipe de Alencastro, o principal incentivo do consumo no país foi o fim do tráfico internacional de escravos, proibido pela Lei Eusébio de Queiroz, em 1850. Nesse período do império, pelo menos um terço do comércio exterior do país estava ligado à importação de escravos. 



Com a proibição, os antigos traficantes passaram a se dedicar à importação de outros bens, no caso produtos de consumo e novidades produzidas nos países industrializados, diz. O comércio de escravos tinha papel de destaque na publicidade — os jornais da época anunciavam características físicas e de comportamento de homens, mulheres e crianças à venda, divulgavam a chegada de novos lotes ao país, davam pormenores sobre as etnias comercializadas e comunicavam fugas. Os anúncios eram tão detalhados que o antropólogo Gilberto Freyre os usou como principal fonte de referência para seu livro O Escravo nos Anúncios de Jornais Brasileiros do Século 19, um dos primeiros estudos históricos a tomar a publicidade como base de análise. Com o fim do tráfico, o espaço destinado aos anúncios relativos a escravos passou a ser, aos poucos, ocupado por outros, voltados para as novidades que começavam a chegar ao país.



Anúncio da loja Mappin na Revista da Semana, de 1910


Anúncio do elixir Nutrogenol Granado na Revista Ilustração Paulista, de 1912


Anúncio do Instituto de Tuberculosos no Jornal Correio do Povo, de 1900



REFERÊNCIAS: http://sinaprodf.com.br/2019/02/08/a-publicidade-tambem-chegou-com-d-joao/
http://lounge.obviousmag.org/anna_anjos/2012/11/publicidades-antigas-do-brasil.html#:~:text=A%20primeira%20propaganda%20do%20Brasil,ou%20outra%20coisa%20de%20metal%2C


INTEGRANTES: 
Isabella Gonçalves de Queiroz
Amanda Polizelli Parreira Lemes Miranda
Enaily Cristiny Alves Duarte
Davi Martins










Atividade aula 1 / Grupo 2: Eduardo Marques de Sena, Gustavo Tolentino, Nathalia Oliveira e Nathalye Joyce

 

No dia 13 de maio de 1888, a Lei Áurea aboliu a prática da escravidão no Brasil, declarando em seu artigo primeiro a extinção da escravidão em nosso país. Era um domingo quando Dona Isabel, princesa Imperial do Brasil, sancionou a Lei, quando seu pai, o imperador Dom Pedro II, estava em viagem ao exterior. Foi do Ministro da Agricultura e Conselheiro do Império, Rodrigo Augusto da Silva, a autoria desse projeto de lei que extinguia a escravidão – apresentado à Câmara Geral, que hoje corresponde à Câmara dos Deputados, no dia 8 de maio de 1888, foi votado e aprovado nos dias 9 e 10 de maio.

O Brasil passava por muitas transformações políticas e sociais, todavia só foi pelas pressões internas e externas que a abolição aconteceu. A Lei Eusébio de Queirós, de 1850, proibia o tráfico de negros vindos da África e como consequência, o número de escravizados diminuiu muito. Outros fatores importantes que contribuíram para a redução dessa população, foram a Guerra do Paraguai, no qual muitos morreram ou conseguiram a liberdade; a epidemia de varíola e a Lei do Ventre Libre, de 1871, que libertou todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data.

Em 1885 todos os negros maiores de 65 anos foram libertos com base na Lei dos Sexagenários. O país vivia sob uma grande pressão social. A fuga de negros aumentara muito, além de roubos e enfrentamentos, o que provocava prejuízos aos donos e fazendeiros. Por último, nos últimos anos da escravidão, o Exército passou a se recusar a fazer o papel de capitão do mato, ou seja, de sair à captura daqueles que fugiam. Na luta pela LIBERDADE, muitos grupos de pessoas perseguiam esses capitães-do-mato, ameaçavam fazendeiros, ajudavam na fuga dos escravos etc.

O fim do período escravocrata brasileiro marcou o início da queda do Império Real. Os negros eram tratos de forma cruel, sem qualquer direito civil ou moral. Era possível comprar, emprestar ou até mesmo alugá-los, em uma espécie de atividade econômica. Sob a ótica comunicacional, como era possível divulgar notícias sobre a fuga? Como era possível reportar tais informações? Nos anos de 1857 a 1879, por exemplo, o Jornal Correio Paulistano, publicou os seguintes anúncios: Anúncios de Aluguel, de Compra, de Fuga, de Venda e de Violência e Abuso.







Muitos proprietários que possuíam grandes números de escravos, publicavam anúncios de aluguel nos jornais, para que os interessados pudessem alugá-los por um determinado período. Era comum também que as pessoas interessadas publicassem anúncios pedindo escravos, com características especificas. O mais comum eram anúncios de alerta de fugas. Na segunda metade do século XIX, as fugas se tornaram mais frequentes e tais anúncios eram a maneira mais eficaz para tentar recuperar o fugitivo.
Segue um exemplo de um anúncio publicado no dia 16 de 1857 no Correio Paulistano, em que um anônimo relata um caso de violência contra uma escrava na cidade de Bragança Paulista. O caso é uma agressão contra uma pessoa que, uma vez na condição de escravo, não podia fazer nada para se defender ou revidar, caso fizesse, seria morte. Esses anúncios jamais podem ser esquecidos porque retratam o que uma vez foi a nossa sociedade, injusta, desigual, violenta e baixa.
Eles são provas de um passado sujo e triste da história do Brasil. São cicatrizes na trajetória da nossa sociedade.
• “Uma negra meio boçal, da nação cabinda, pela quantidade de 430 pesos. Tem rudimentos de costurar e passar.”
• “Essência de salsaparrilha, a dois pesos o frasquinho.”
• “Um carro por quinhentos patacões, ou troca-se por negra.”
• “Um leão, manso feito um cão, que come de tudo, e também uma cômoda e uma caixa de embuia.”
• “Uma criada sem vícios nem doenças, de nação conga, de idade de uns dezoito anos, além disso um piano e outros moveis a preços cômodos.”
 
 
FONTES: GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2015. P.7 | Jornais uruguaios de 1840)
















Atividade aula 1/Grupo 7: Mercado de Produtos de Higiene e Beleza no Brasil em periódicos (1800-1919).

Grupo 7: Higor Montagnini, Rafaella Fernandes, Gabriel Ferreira e Ana Julia Tonhati

Tema: Mercado de produtos de higiene e beleza no Brasil em periódicos. (1800-1919)


A chegada da Revolução Industrial no final do século XVIII e início do século XIX, com certeza deixaram a indústria dos cosméticos e de higiene pessoal mais popularizada.

Esse importante acontecimento que mudou os rumos do nosso planeta trouxe novas matérias-primas para a fabricação de cosméticos mais variados e mais baratos, por exemplo: a ureia, o ácido benzóico, a soda, a glicerina, o peróxido de hidrogênio, o óleo mineral refinado, a vaselina, o talco e outros.

No Brasil, a higiene pessoal era bastante comprometida visto que o nosso país, durante o período de um século teve suas transições de um território colonizado que se tornou uma monarquia e depois virou uma república. Assim, nessa margem histórica de 1800 para frente, também com a influência teatral, o pó de giz branco e azul, papéis tingidos de vermelho, tinta nanquim, tijolo triturado e cortiça eram aplicados no rosto. Karl Bodden, um alemão, desenvolveu a tinta graxa, que era composta de zinco branco, amarelo ocre, vermelho e banha, o que se tornou um padrão na maquiagem teatral. O rosto branco retornou após a Guerra Civil nos Estados Unidos. Os perigos do chumbo foram descobertos nesse período.

Na segunda metade do século, o isolamento da anilina forneceu alternativas mais seguras aos metais pesados. Na França, por exemplo, as mulheres usavam maquiagem livremente e a indústria cosmética se desenvolvia rapidamente. 

Vejamos alguns anúncios que vão da segunda metade do século XIX até os anos iniciais do século XX:


No século XIX eram comuns, nos grandes centros europeus, as casas de banhos. O ambiente tinha uma estrutura para banhos medicinais, com acompanhamento de um profissional da área da saúde. Na época eram raras as casas que tinham um banheiro nas condições que temos nos dias atuais. A cadeira sanitária, ducha, ou escarradeira eram artigos para as residências de luxo.

 

O cartaz acima mostra o anúncio de A Sereia Paulista, que foi uma casa de banho inaugurada em 28 de setembro de 1865, na cidade de São Paulo. O estabelecimento tinha um poço para abastecimento de água, reservatórios, aquecimento e vários quartos com uma banheira de mármore em cada um. Um dos quartos disponíveis para os clientes era adaptado para “banhos de chuva”. Na sala da frente, “refrescos finos e bebidas de espírito”. 




Promovendo a chegada da Europa de "duas arrobas de cabelos sortidos de todas as cores", o Salão Oliveira buscava proclamar os benefícios para senhoras da sociedade paulistana. Essa campanha buscava alertar as clientelas contra as falsificações e foi veiculada no jornal Correio Paulistano na edição do dia 29 de abril de 1879






Como dito no anúncio anterior, as falsificações de produtos renomados existem desde os séculos passados. A publicidade ajuda a previnir os clientes, emitindo alertas sobre esses produtos enganosos. Neste anúncio veiculado no fim do século XIX apresentava um longo texto alertando as falsificações do sabonete Rifger. O texto apontava as características do produto, mostrando ao público que o sabonete falso era muito semelhante ao original. A campanha veiculada no jornal Correio Paulistano na edição do dia 27 de fevereiro de 1895.





O típico produto que atende as mais diversas necessidades, para todo o perfil de consumo. Essa propaganda é de 1892, onde o Dr. Ayer promovia seu tônico capilar nas páginas do jornal O Correio Paulistano. A edição do jornal no dia 26 de abril trazia uma imagem emblemática aos produtos e um longo texto apontavam os benefícios desse tônico, tendo como as palavras-chave “Abundância e Formosura”. 




Diretamente do começo do século passado temos o anúncio do Creme Ormonde. Em um texto coloquial o produto era enaltecido pelos seus diversos benefícios à pele: "Alvíssimo e de perfume delicioso". O produto era encontrado em perfumarias da antiga capital nacional, Rio de Janeiro, já que o mesmo era importado dos Estados Unidos. Esse anúncio foi veiculado na Revista A Careta do dia 18 de setembro de 1909.





O anúncio acima trata-se do “maravilhoso” sabonete líquido “Aristolino”. As aspas no “maravilhoso” se deve ao fato de que, segundo a propaganda da época, o sabão tinha uma gama variada de funções além da função normal de um sabão comum. Assim, o Aristolino funcionava como cicatrizante, anti-parasitário, anti-eczema, fazia limpeza de pele, era contra a queda de cabelos e muito mais.





Acima temos a Tintura Duqueza, do Boticário Loubet, onde percebemos que esconder madeixas brancas é uma tradição secular, e produtos para pintar cabelo, barba e bigode são ofertados no Brasil desde a época do Império. Ela prometia a “juventude eterna” e o produto era acondicionado numa embalagem moderna para a época: uma elegante caixa de papelão, com sistema de abertura e com rótulo que servia de lacre anti violação. 









Na época em que a exibição do corpo feminino era um mito, o Dr. Ribacal apresentou a sua Pasta Russa. A promessa era de encantar as mulheres com a propaganda: “seios desenvolvidos, fortificados e aformoseados em apenas dois meses”, como diz o anúncio. Ele ficou estampado em diversos jornais por muito tempo desde a transição do século XIX para o XX.








"Moças que tem espinhas usam em vez de pó de arroz - Feridan - com resultado maravilhoso".

Essa era a promessa de um cosmético para aliviar o problema de muitas moças relacionados à acne. O ano era 1918 e com a veiculação do anúncio em uma revista feminina (A Cigarra), o objetivo de comunicação do anúncio estava bem assertivo. 







A campanha acima é especificamente de Portugal, o produto apresentado é o Sabonete Arêgos. O sabonete tinha sua base as águas sulfurosas de Arêgos, em Portugal. Na campanha apresentada após o seu lançamento, uma imagem que causaria muita polêmica nos dias atuais: uma garota limpando o rosto de um senhor negro, deixando-o com o rosto branco. A fala da garota apontava a missão: "só falta metade". O assunto principal do produto: "embranquece e cura a pele"



No século XX, principalmente no período entre Guerras, a produção caseira foi substituída pela produção em maior escala. E assim veio o início da evolução dos cosméticos e produtos de higiene pessoal no mundo e no Brasil. Esses produtos começaram a se tornar mais acessíveis, eficientes e compatíveis com a pele, além 
de nascer o desenvolvimento de produtos importantes como os filtros solares.